sexta-feira, 6 de março de 2009
40 Coisas Randômicas
02 - Eu passei duas semanas a mais na barriga da minha mãe antes de nascer, o que prova que eu não queria nascer.
03 - Ao nascer, me enrosquei no cordão umbilical, o que prova indubitavelmente que eu realmente não queria nascer.
04 - Eu sinto mais prazer em pensar do que fazer.
05 - Eu sou bipolar.
06 - Tenho o sonho de me suicidar num futuro distante.
07 - Sou militante do movimento de Legalização da Maconha.
08 - Parei de beber depois que comecei a fumar maconha.
09 - Mas não parei com o cigarro.
10 - Recentemente eu parei de fumar maconha.
11 - E não voltei a beber.
12 - Mas continuo fumando cigarro.
13 - Agora eu tô cheio de seda lá em casa.
14 - Tracei planos e teorias mirabolantes essa semana.
15 - Mas o ilmo. [CENSURADO POR MOTIVOS PESSOAIS] quer me convencer a ser professor.
16 - 16 é o meu número da chamada na escola.
17 - 17 é o meu número da sorte.
18 - Esse já é o décimo colégio diferente em que eu estudo.
19 - Eu não acredito em sorte.
20 - Eu acredito em Caos.
21 - Eu curto esoterismo, mas não tenho paciência pra aprofundar.
22 - Mentira, na verdade eu tenho medo de assombrações.
23 - Eu curto Budismo, mas não tenho paciência pra me aprofundar.
24- Mentira, na verdade eu gosto de comer carne, falar palavrão e ter raiva das pessoas.
25 - Eu tenho paranóia com números.
26 - Sou mais sensível do que pareço.
27 - Eu sou solipsista.
28 - Eu sou agnóstico.
29 - Eu sou pandeísta.
30 - Eu acredito na Nova Era.
31 - Pretendo gravar meu nome na História da Humanidade.
32 - Estou escrevendo um livro numa velocidade extraordinarimaente lenta, mas estou.
33 - Eu sou celibatário.
34 - Deixei de ser INFP, e agora sou INTP, o que me deixou muito satisfeito. (Eu nunca fico feliz)
35 - Eu sonho com um mundo onde todas as pessoas sejam livres e amem-se umas às outras.
36 - Eu odeio a raça humana.
37 - A maior parte dos meus amigos está na internet.
38 - Eu não falo com meu pai, apesar de ele morar comigo.
39 - Eu já [CENSURADO POR MOTIVOS DE SEGURANÇA] quatro mulheres até agora.
40 - Bem, acho que já falei demais...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Comunicado Importantíssimo!
"
Desde já, imponho um desafio a mim mesmo. Não seria justo você me entreter apenas, então, meu auto-desafio é escrever algo que faça você rir. Talvez seja uma tarefa dificil, ou talvez eu até já tenha conseguido, mas sou audacioso (e atrevido) e quero uma risada verbalizada em "hahahaha'a" ou "rsrsrsrs" ou até mesmo em um singelo "eu ri". As cartas estão na mesa... só preciso descobrir quanto vale o ás."
Esta foi minha declaração ao ler um dos poemas de nosso amigo, Y. Disse que o faria e, no dia 4 de Fevereiro de 2009 21:09, aconteceu:
Y diz:
"risos"
Y diz:
mas foi engraçado
Welker diz:
bom, tendo o feito rir, posso considerar meu auto-desafio concluído?
Y diz:
claro, garoto
Houston, mission acomplished.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Koan espontâneo
- Eu sou solipsista. Minha mente é o centro do Universo.
- E o centro está em toda parte e a periferia em parte alguma?
- Mais do que isso! Eu diria que a periferia do universo está sempre na região em volta do ponto onde a mente é capaz de se concentrar. Assim se dá com toda a realidade: tudo aquilo que está a margem de nossos interesses se revela apenas como uma mancha turva.
- Entendo.
- Mas o que achou da minha deifnição? É o bastante?
- Pra mim ou pra você?
- Pra mim é.
- Então é o bastante.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
O Terceiro Dia
E eu desço os meus
Antíteses condenadas
A um mesmo fim
Manchas não se lavam
Feridas anestesiadas
Não são esquecidas
Afogadas em rancor
O corpo moribundo
Daquele que um dia foi
Hoje está perdido
Numa pilha de lembranças
Hoje a sombra
Não procura a luz
Pois ela sabe que o sol
É o mais solitário de todos
A guilhotina de ponteiros
O chicotear das horas
Entorpecer, atormentar
Enfraquecer, suportar
Ceder, esquecer, entregar
No raiar do terceiro dia
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Com Batom Vermelho-Sangue
Minha poesia é pura,
Nítida e previsível
Comedida e educada
Mas só até o primeiro verso
Depois cresce, ganha corpo
Sai pra vida e perde o cabaço
Leva porrada do mundo
E aprende como funciona
Vira poesia de rua,
Poesia marginal
De bêbado, drogado e puto
Poesia escrita no asfalto
Com óleo de motor
Escrita no espelho
Com batom vermelho-sangue
Passa a ser poesia descontrolada
De todos e de ninguém
Abandonada num guardanapo
Debaixo do copo de gim
Poesia entalhada à navalha
Na mesa no fundo do bar
Cercada de velhos nazistas
De colisões e fumaça
Porres de pinga e carros em chamas
Poesia de estuprador arrependido
De bailarina aleijada
Poesia em fim de carreira
Já meio arregaçada
Poesia prostituída
Filha dos esgotos de Curitiba
Iluminada pelos semáforos
E postes com furo de bala
Poesia minha é farpada
Feita pra ler e jogar fora
Poesia das três da manhã
Pra queimar quando amanhecer
