No Jardim das Flores Mortas
A garotinha acomoda-se na balança
E agitando suas perninhas no ar
Ela me diz que está acabando
Eu me mantenho apenas ouvindo
O lamento dos brinquedos esquecidos
O choro da mãe sobre o berço
O último suspiro de sua filha
Ainda não acabou
Você pode ficar aqui
Ela deseja morrer
Mas ainda não acabou
O vestido suspende acima dos joelhos
Ela diz que está no fundo do poço
Pede para que eu jogue terra por cima
Isso não irá durar até amanhã
Eu estou apenas assistindo
Seu prazer sendo assassinado
A garotinha rejeita a si mesma
E não existe desejo, apenas lembranças
Ainda não acabou
Você pode voltar
Ela deseja sofrer
Mas ainda não acabou
Com seus pezinhos ela revira a terra
Torturando os vermes e indo embora
Há sangue escorrendo de seus olhos
E eu preciso martirizá-la
Eu fico apenas esperando
A garotinha pular sem chegar ao chão
Enquanto caminha de encontro a algo
Que não pode enfrentar
Ainda não acabou
Você pode dizer adeus
Ela desejava dizer
Mas está tudo acabado
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Papo Chapado 2 - O Telefonema
Esperava a ligação de um amigo... e ela chegou um tanto diferente do que eu esperava.
- Alô?
- Será que eu liguei certo? Quem tá falando?
- Como assim? Você liga no meu celular e me pergunta quem tá falando?
- É que eu quero falar com o Welker. Quem tá falando?
- Aqui quem fala é secretária de voz masculina dele... óbvio que sou eu!
- Olha, essa ligação tá muito confusa. Dona, faz o seguinte, fala que eu liguei e pede pro Welker retornar a ligação, tá bom?
- Deixa de ser estúpido, é o Welker falando!
- Não dona, eu não sou o Welker... mas quando a senhora achar ele, pede pra ele retornar a ligação.
- Cara, deixa de ser ridículo... sou eu!
- Ok, eu não preciso ser chamado de ridículo por alguém que eu nem conheço... eu ligo pra ele depois, não precisa passar recado nenhum. Tchau.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Abaixo do Céu
A verdade é esta: Eu sou a luxúria adolescente
Preso em um mundo de música eletrônica
Onde as grades são garotas de saias curtas e bocas vermelhas
Minha primeira lei: Não conte com deus
Se você souber se comportar, será a estrela faiscante da noite
Minha segunda lei: Não conte com ninguém
Eles me oferecem algumas gramas de pó, e eu digo: sim, eu quero
Minha terceira lei: Seus limites são sempre redefiníveis
A verdade é esta: Nós não nos importamos
Se tivermos uma arma, será o fim
Eu calculo que isto sirva
Eu calculo todas as medidas
Se algo der errado, corram para a porta dos fundos
Nos encontramos no Paraíso
Minha quarta lei: É possível reconstruir o Paraíso com vícios amontoados
Desinfete suas seringas, tenha cuidado com quem você conversa
Tenha sempre em mãos dinheiro suficiente
A verdade é: a humanidade precisa de menos roupas e mais idéias
Minha realidade é feita disso:
Coxas e seios em preto-e-branco granulado
Masturbação artística
Longas noites acordado em frente ao novo século
E de repente o tempo vai embora sem você
Eu vou fazendo anotações mentais enquanto corro:
Um: Organize o caos
Dois: Mantenha o controle
Três: Se você quer sobreviver, tem de estar disposto a matar
A verdade é: o mundo não precisa de nós, mas nós precisamos dele
Ela me diz: Eu gostei de você
E nossas línguas lutam entre si
O volume aumenta e a verdade é: você precisa estar pronto quando a verdade chegar
Nota pessoal: A fé deve ser descartada
Minha quinta lei: Use sempre camisas de mangas compridas
A liberdade não é o que você espera conseguir, mas sim aquilo que aprendeu a rejeitar
Nós estamos dopados e você nem percebeu
Eu sou a síntese da elegância decadente
Você paga algumas bebidas, e pode foder a noite toda
Nós temos a porra da arma, e ela está apontada para a sua cabeça
Dê-nos o que precisamos, e talvez iremos embora
A verdade é: o salão está escuro porque precisamos esconder nossas marcas
Minha sexta lei: Tenha dinheiro. Tenha drogas. Tenha o mundo.
Nesta prisão onde estamos, os carcereiros são:
Os homens da lei
Os homens de deus
Os homens da mídia
Os homens
Aqui é tudo muito belo, mesmo quando não é
Minha sétima lei: Se tudo acabar agora é preciso estar disposto a enfrentar as conseqüências, mesmo que isso signifique descobrir que é tarde demais para ser salvo
No Meu Paraíso, elas se amontoam em volta de mim e eu digo:
Antes de transcender, é preciso compreender
Violentar, sem ser violentado
Devemos viver com paixão, e morrer apaixonados
A verdade é: nós estamos aqui, mas não permaneceremos aqui
Nota pessoal: descubra como lidar com isso
Dançando na pista, nós vamos imprimindo nossos nomes sobre os seus
Construindo prédios maiores, usando drogas melhores e aperfeiçoando os erros
Eu me tornei o que era preciso
Eu sou sua garantia
Nota pessoal: Se você pode fazer algo, torna-se sua obrigação fazê-lo
Vivendo à margem da humanidade, não estaremos no centro do alvo
Nota pessoal: a verdade é que apenas as mentiras levam a algum lugar
Certa vez eu escrevi no verso de uma folha: Este é o lado certo. Este é o meu lado.
Se alguém viesse até aqui, veria como é suja e linda nossa heresia política
Se pudessem nos ver agora,
Com todo esse horror dentro de nós
Com esses anjos rebeldes e alucinados que nos cercam
Nota pessoal: pelo preço certo, todos nós podemos voar
Com essas luzes que não iluminam
Essa fúria exalada no ar e o organismo pulsante que somos
Com os cabelos tingidos e peles úmidas que nos tocam
Com nossas roupas e conceitos que vão caindo
Com todo o heroísmo e heroína de que somos feitos
Bem, ninguém poderia ver
Minha oitava e última lei: É preciso saber quando parar. E então, seguir em frente.
Preso em um mundo de música eletrônica
Onde as grades são garotas de saias curtas e bocas vermelhas
Minha primeira lei: Não conte com deus
Se você souber se comportar, será a estrela faiscante da noite
Minha segunda lei: Não conte com ninguém
Eles me oferecem algumas gramas de pó, e eu digo: sim, eu quero
Minha terceira lei: Seus limites são sempre redefiníveis
A verdade é esta: Nós não nos importamos
Se tivermos uma arma, será o fim
Eu calculo que isto sirva
Eu calculo todas as medidas
Se algo der errado, corram para a porta dos fundos
Nos encontramos no Paraíso
Minha quarta lei: É possível reconstruir o Paraíso com vícios amontoados
Desinfete suas seringas, tenha cuidado com quem você conversa
Tenha sempre em mãos dinheiro suficiente
A verdade é: a humanidade precisa de menos roupas e mais idéias
Minha realidade é feita disso:
Coxas e seios em preto-e-branco granulado
Masturbação artística
Longas noites acordado em frente ao novo século
E de repente o tempo vai embora sem você
Eu vou fazendo anotações mentais enquanto corro:
Um: Organize o caos
Dois: Mantenha o controle
Três: Se você quer sobreviver, tem de estar disposto a matar
A verdade é: o mundo não precisa de nós, mas nós precisamos dele
Ela me diz: Eu gostei de você
E nossas línguas lutam entre si
O volume aumenta e a verdade é: você precisa estar pronto quando a verdade chegar
Nota pessoal: A fé deve ser descartada
Minha quinta lei: Use sempre camisas de mangas compridas
A liberdade não é o que você espera conseguir, mas sim aquilo que aprendeu a rejeitar
Nós estamos dopados e você nem percebeu
Eu sou a síntese da elegância decadente
Você paga algumas bebidas, e pode foder a noite toda
Nós temos a porra da arma, e ela está apontada para a sua cabeça
Dê-nos o que precisamos, e talvez iremos embora
A verdade é: o salão está escuro porque precisamos esconder nossas marcas
Minha sexta lei: Tenha dinheiro. Tenha drogas. Tenha o mundo.
Nesta prisão onde estamos, os carcereiros são:
Os homens da lei
Os homens de deus
Os homens da mídia
Os homens
Aqui é tudo muito belo, mesmo quando não é
Minha sétima lei: Se tudo acabar agora é preciso estar disposto a enfrentar as conseqüências, mesmo que isso signifique descobrir que é tarde demais para ser salvo
No Meu Paraíso, elas se amontoam em volta de mim e eu digo:
Antes de transcender, é preciso compreender
Violentar, sem ser violentado
Devemos viver com paixão, e morrer apaixonados
A verdade é: nós estamos aqui, mas não permaneceremos aqui
Nota pessoal: descubra como lidar com isso
Dançando na pista, nós vamos imprimindo nossos nomes sobre os seus
Construindo prédios maiores, usando drogas melhores e aperfeiçoando os erros
Eu me tornei o que era preciso
Eu sou sua garantia
Nota pessoal: Se você pode fazer algo, torna-se sua obrigação fazê-lo
Vivendo à margem da humanidade, não estaremos no centro do alvo
Nota pessoal: a verdade é que apenas as mentiras levam a algum lugar
Certa vez eu escrevi no verso de uma folha: Este é o lado certo. Este é o meu lado.
Se alguém viesse até aqui, veria como é suja e linda nossa heresia política
Se pudessem nos ver agora,
Com todo esse horror dentro de nós
Com esses anjos rebeldes e alucinados que nos cercam
Nota pessoal: pelo preço certo, todos nós podemos voar
Com essas luzes que não iluminam
Essa fúria exalada no ar e o organismo pulsante que somos
Com os cabelos tingidos e peles úmidas que nos tocam
Com nossas roupas e conceitos que vão caindo
Com todo o heroísmo e heroína de que somos feitos
Bem, ninguém poderia ver
Minha oitava e última lei: É preciso saber quando parar. E então, seguir em frente.
domingo, 28 de setembro de 2008
A Recaída do Filósofo Aposentado
- Ótimo, só me faltava essa mesmo... perdi a carteira de identidade.
- Perdeu?
- Perdi. Agora não sei mais quem eu sou... de novo.
Peço extremas desculpas a todos que acabaram de ler esta tentativa de anedota, mas não pude me conter...
- Perdeu?
- Perdi. Agora não sei mais quem eu sou... de novo.
* * *
Peço extremas desculpas a todos que acabaram de ler esta tentativa de anedota, mas não pude me conter...
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Arte, Silêncio, Pseudo-Intelectualismo e eu
- Não seria melhor chamarem o pessoal da limpeza?
- Por que?
- Vomitaram esse quadro todo.
- Não tem nada vomitado aqui. Esse é o quadro.
- E o que isso representa?
- Ele representa a incompreensão da massa ignorante em relação a uma obra de arte.
- Faz sentido... você que o pintou?
- Na verdade, não.
- Então como sabe que isso é o que ele representa?
- Não faço parte da massa ignorante.
- Ah... tudo bem. Só uma pergunta. Por que o nome do quadro é “Indigestão”?
- Ok, vamos embora.
Baseado num fato surreal.
- Por que?
- Vomitaram esse quadro todo.
- Não tem nada vomitado aqui. Esse é o quadro.
- E o que isso representa?
- Ele representa a incompreensão da massa ignorante em relação a uma obra de arte.
- Faz sentido... você que o pintou?
- Na verdade, não.
- Então como sabe que isso é o que ele representa?
- Não faço parte da massa ignorante.
- Ah... tudo bem. Só uma pergunta. Por que o nome do quadro é “Indigestão”?
- Ok, vamos embora.
Baseado num fato surreal.
sábado, 13 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Para Momomo
Eu quis escrever alguma coisa aqui,
mas senti cansaço demais
e voltei para a cama
Eu continuo sofrendo da Síndrome de Mim Mesmo
mas senti cansaço demais
e voltei para a cama
Eu continuo sofrendo da Síndrome de Mim Mesmo
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